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A procuração é um contrato pelo qual o mandante (pessoa que "passa", outorga a procuração) nomeia alguém como seu mandatário (procurador) para praticar determinados atos jurídicos. Isso sempre acontece porque o mandante não pode praticar o ato pessoalmente por algum motivo.

Esta procuração, quando feita por instrumento público é elaborada pelo tabelião de notas que é pessoa capaz de analisar e instruir as partes do negócio, ou sob-minuta pelas partes. Ele explicará a extensão dos poderes concedidos, a conveniência ou não de acrescentar-se a cláusula de substabelecimento, a importância de fixar-se um prazo de validade. Além de tudo isso, o tabelião sempre observa a capacidade civil das partes, a inexistência de defeitos do negócio jurídicos (erro, dolo, coação), ou seja, a segurança jurídica é relevantemente maior quando se procura por um cartório.

Os documentos necessários para a outorga de procurações são semelhantes aos das escrituras em geral. Como regra:

1. CPF/MF e Cédula de identidade (RG, CNH nova com foto, Carteiras emitidas pelos órgãos profissionais criados por lei federal - 6.206/75, ou passaporte em caso de estrangeiros não residentes no país); e comprovante de endereço;

2. Qualificação das partes, se pessoa física: nacionalidade, profissão, estado civil (se casados, apresentação da certidão de casamento e escritura de pacto antenupcial se houver); comprovante de endereço;

3. Qualificação das partes se pessoa jurídica: apresentação do contrato social registrado e eventuais alterações, cartão do CNPJ/MF, além da qualificação do representante (documentos acima mencionados), se representante da empresa for representado, exibir a procuração do procurador;

4. Nas procurações para transações imobiliárias (para outorgar escrituras de compra e venda, doação, etc.) é indispensável apresentação da certidão imobiliária, expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis competente (do lugar do imóvel transacionado).

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